A muralha da China foi
construída em várias etapas, a primeira delas por indicação de Quin Shi
Huangdi, primeiro imperador da China e fundador da dinastia Ch’in. Acredita-se
que 400.000 pessoas trabalharam na construção durante o reinado de Quin Shi
Huangdi e seus descendentes. Contudo, a grande muralha continuou crescendo durante mais de 1500 anos,
com diferentes materiais e características dependendo da região. Os governantes
da dinastia Han continuaram conservando e alongando esta incrível construção.
Sua construção parou definitivamente no século XVII durante o predomínio da dinastia Ming.
Para sua realização foram utilizados escravos e
recrutas como mão-de-obra. Os primeiros jesuítas que visitaram a região relatam
que o trabalho escravo
era exigido até a exaustão.
O principal motivo para a construção da muralha foi
o desejo de defender-se dos ataques dos povos nômades do norte e foi utilizada
para transladar pessoas e armamentos em grande velocidade de
um lado para outro, também foram transportadas caravanas que iam desde as
cidades chinesas até o golfo pérsico e dele aos portos do mediterrâneo oriental
e, desta maneira, tinham acesso aos mercados europeus.
A grande muralha, que atravessa montanhas e rios,
continua sendo uma das grandes maravilhas do mundo, muitas das pedras usadas na
sua construção medem mais de dois metros e seu peso ultrapassa uma tonelada.
A parte mais famosa da grande muralha está
localizada perto de Beijing, no local conhecido como Badaling, foi construída
em 1831, durante o reinado do imperador Hongwu, da dinastia imperial Ming
(1368-1644). A seção de Jiumenkou tem 1704m de comprimento e tem sido reparada
e restaurada diversas vezes.
O muro tem altura de 7 a 8 metros, chegando a 10 em
alguns locais. A largura é de 7m na base e 6m no topo. O material usado para a
construção da muralha variava de acordo com a região, quer dizer, foram
utilizados tijolos, granito e
calcário. O piso da muralha foi construído com uma mistura de pedras de
diferentes tamanhos, compactadas por rolos feitos com troncos, o solo ficava
pronto depois de serem feitas de 4 a 6 camadas. Os pisos foram pavimentados e,
assim, permitiam uma ótima circulação.
As torres eram dispostas em distâncias regulares
segundo a inclinação do terreno, estas tinham terraços para que fossem feitos
sinais óticos de uma à outra. As escadas foram evitadas, dando preferência à
construção de rampas para permitir um deslocamento mais fácil.
A muralha também possuía portas, fortes, alojamentos para os soldados,
estábulos para os animais, depósitos de suprimentos e armas.
2 – As
Pirâmides do Egito

No Antigo Egito a religião professada era a politeísta – a qual consiste
na crença de que existem vários deuses, sendo cada um considerado um ente
singular e autônomo.
Os egípcios tinham como verdadeira a continuidade
da vida após a morte, portanto devia-se preservar este corpo para que ele
recebesse de forma adequada sua alma.
Preocupados com esta questão, os egípcios desenvolveram um
intricado sistema demumificação - processo artificial
de se preservar o corpo humano da decomposição após a morte -, no qual o corpo
era embalsamado e os órgãos retirados, pois os egípcios acreditavam que o corpo
e a alma eram separados após a morte. O único órgão que permanecia no lugar era
o coração, pois, segundo a tradição, o coração era o local onde residiam as
emoções e assim ele não podia ser retirado, em seguida o corpo era envolto em
faixas de linho branco.
Depois de finalizado este processo, o corpo – então
denominado múmia - era colocado dentro de um ataúde, que seria levado à
pirâmide para ser protegido e conservado. Na época, por ser um processo muito
caro, apenas os faraós e
os sacerdotes eram
mumificados.
As pirâmides são edificações grandiosas
arquitetadas em pedra, sua sustenção é retangular e possui quatro lados
triangulares que afluem em direção ao seu ponto mais alto.
Existe a crença de que as pirâmides do Egito Antigo seriam
monumentos funerários, apesar de alguns profissionais especializados defenderem
a idéia de que se tratava de sepulcros suntuosos também utilizados como lugar
de adoração a Deus.
As pirâmides foram estruturadas há aproximadamente
2700 anos, do princípio do antigo reinado até o próximo do período ptolomaico -
referente à família macedônica que reinou no Egito, da morte de Alexandre o
Grande, em 323 a.C., até o país virar província romana.
Tinha por obrigação acolher e resguardar o corpo do
faraó mumificado e seus objetos de uso pessoal – jóias, utensílios de uso
pessoal e outros bens materiais – da pilhagem dos túmulos.
As construções eram muito resistentes, vigiadas e o acesso era
bastante dificultoso, tanto que os egípcios, para preservarem os segredos
internos destas, davam cabo da vida dos engenheiros que as haviam edificado.
Todos os meios possíveis eram usados para se evitar o acesso ao corpo
mumificado do faraó e aos seus pertences.
Há conhecimento da existência de cem pirâmides no
Egito, sendo a mais célebre a de Queóps – nome dado em homenagem ao mais rico
dos faraós do Egito antigo -, a única das sete maravilhas antigas que resiste
ao tempo.
A Pirâmide de
Queóps foi construída por volta de 2.550. A experiência foi
passada de geração para geração - Quéfren, filho de Queóps, e Miquerinos, seu
neto, concluíram as três pirâmides de Gisé.
Para se colocar em pé as três pirâmides, calcula-se
que cerca de 30 mil egípcios trabalharam durante 20 anos, e a cada três meses
havia uma troca de homens.
Uma grande parte trabalhava no corte e transporte de blocos de pedras. Porém,
não havia somente trabalhadores braçais, mas também arquitetos, médicos,
padeiros e cervejeiros, pois se acredita que os homens que ali trabalhavam eram
pagos com cerveja e alimentos, apesar das várias polêmicas existentes.
3 – As
Conquistas do Império Romano

Após dominar toda a
península itálica, os romanos partiram para as conquistas de outros
territórios. Com um exército bem preparado e muitos recursos, venceram os
cartagineses, liderados pelo general Anibal, nas Guerras Púnicas (século III
a.C).
Esta vitória foi muito
importante, pois garantiu a supremacia romana no Mar Mediterrâneo. Os romanos
passaram a chamar o Mediterrâneo de Mare Nostrum. Após dominar Cartago, Roma
ampliou suas conquistas, dominando a Grécia, o Egito, a Macedônia, a Gália, a
Germânia, a Trácia, a Síria e a Palestina.

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